Amaro Lima nas paradas.

Depois de um período meio afastado cá estou eu, de volta à felicidade de escrever, divulgar e discutir música: a mais popular das artes. Saudades? Sim, muitas. Mas, acima disso, indignação. Quero escrever, mas quero ser lido. Quero expressar-me, mas quero discutir. Talvez este o motivo maior do meu sumiço. Mas, sigamos enfrente então.
E volto meio bairrista demais, apesar da mineirice que não perco (e não perderei nunca), falando da cena capixaba, afinal, devo abraçar o estado (ES) em que vivo, apesar de achar excessiva a necessidade de se bater sempre na mesma tecla, tentando criar uma "Identidade Capixaba". Mas será que esta realmente existe? Esta é uma outra pala que não pretendo dar nem discutir agora.
Esse cara da foto é ninguém menos que Amaro Lima, já conhecido músico e compositor da banda Manimal, que agora em carreira solo, lança seu primeiro cd. Confesso que ainda não escutei, mas só de ouvir "Além do mar", música que puxa o disco e que já virou clipe, dá pra sacar que o cara veio pra fazer barulho. A música, em outra oportunidade foi sucesso da banda de reggae Macucos, agora surge num arranjo acústico, meio lual, bam praiana. Pra conferir é só viajar no link abaixo e, da frente da tela do computador, diante do nada viajar ao som do balanço de um reggae. Vá lá!!!!
http://www.youtube.com/results?search_query=Amaro+Lima+clipe
Bebel Gilberto vaiada em Londres.

Segundo informações do site Globo.com, a cantora Bebel Gilberto foi vaiada em um show em Londres. O motivo? O público revoltou-se contra a cantora que realizava seu show sentada, devido a uma contusão numa das pernas. O detalhe é que a cadeira era tão pequena que mal dava para avistá-la da platéia. Segundo o próprio site a cantora encontrava-se de péssimo humor naquela data, desferindo piadinhas de péssimo gosto para a platéia.
Se por um lado Bebel é uma excelente cantora, filha de João Gilberto e Miúcha (ícones da música brasileira) com fãs espalhados mundo afora, sendo um dos maiores expoentes da MPB no exterior, não há estrelato que possa justificar um comportamento desrespeitável no palco. Se a informação realmente procede, nota zero para a cantora.
Vamos Cruzeiro!!!!!!

Sei que esse blog é destinado a música e que há muito não tenho postado aqui, mas diante do que tenho visto por aí venho fazer dele meu desabafo, pois durante a semana desceram a lenha no meu "tão combatido, jamais vencido" Cruzeiro. Tudo por causa de um isolado 4 x 0 para nosso maior rival. Ok. Tudo bem! Também estou morrendo de raiva e entalado até a garganta. Mas convenhamos: somos nobres e poderosos. É hora de levantarmos em meio aos destroços e vencermos a guerra.
Vi um post de um tal Idelber no blog O Biscoito Fino e Massa e resolvi mandar-lhe essa resposta. O que já fiz lá, no mesmo blog, comentando.
Caro Idelber.
Só posso rir do seu post, assim como só faço rir do seu galinho. Mal informado hein! 50 vitórias a mais? Hahahahahahaha!!!! Vai sonhando meu rei! Mas essa euforia toda se faz entender: há tempos vcs, galináceos sofredores, não tinham tanta alegria. Anos e anos sem títulos importantes, o que, aliás, é uma constante do seu timeco. Basta observar aquela única e micha estrelinha sobre o escudo: Campeão Brasileiro de 1971? Pelo amor de Deus né! Faça-me o favor: avise-me quando conquistarem a América, pelo menos uma vez, pois já a conquistamos em duas oportunidades. Ah! Também avise-me quando a Tríplice Coroa estiver em seu poder. Quem sabe esse ano né. Só faltam 3 campeonatos para conseguirem esse feito (acham que já ganharam esse Mineiro é? Aguarde-nos). Ou mesmo quando seu franguinho conseguir a proeza de bater o Santos com Pelé e companhia, em final de Brasileiro, com direito a chocolate em Minas e virada em SP. Ahhhhhhhhhh, meu amigo! Quem tem Tostão não precisa de Reinaldo. Saibamos, então, nos colocar, cada qual, em seu devido lugar. A nobre Nação Azul nunca desceu à Segunda Divisão. A nobre Nação Azul não passa anos sem comemorar títulos, pelo contrário, as vezes passamos meses. Então poupe-nos de seus comentários e guarde-os para quando conseguirem algo mais concreto que um simples 4 x 0, que aliás, foi por uma segunda vez. E se não sabes, nós já metemos 4 x 0 nas galinhas quatro vezes e em uma oportunidade enfiamos 5 x 1. Lembra disso? Pois é. E nesse domingo encarnaremos aquele Rosário Central da Commebol mais ganha da vida do Galo. Hahahahaha. Se precisar quebraremos a cara do Levir, como quebraram a cara do Leão naquela oportunidade.
Nos aguarde.
Jorge Ben é gênio!!!!

Que o som de Jorge Ben é bom pra caramba, tem um swing como poucos e influenciou muitos no Brasil e até no exterior eu já estava cansado de saber. Mas, tendo em mãos toda a discografia desse, que é um dos gênios imortais da MPB, percebo que Jorge Ben não é apenas um grande nome da nossa música. Jorge Ben é, como Roberto Carlos, Caetano e Chico Buarque, gênio da música popular brasileira. Imortal, inesquecível, marcante.
Com "Samba Esquema Novo", Jorge Ben marcou sua estréia musical em grande estilo. Um lance meio bossa, meio samba, meio jazz, surgiu para o mundo com um disco clássico, nota 10, com canções que entraram para a história da MPB: "Mas que nada", "Chove chuva", "Balança Pema" e "Por causa de você menina". Com o tempo Jorge Ben, naturalmente, evoluiu em sua sonoridade única, adcionando elementos da black music ao seu caldeirão musical, criando o que passou-se a chamar de Samba Rock: uma miscelânia de samba, rock, bossa, black music, elementos afro, tudo numa só mistura, falando de personagens que fizeram (e fazem) parte do imaginário de quem ouve, como o "Homem da gravata florida", ou cantando a paixão maior do brasileiro, o futebol, em "Filho Maravilha" e "Umbabaraúma".
Clássicos como "Os Alquimistas Estão Chegando", "Bebete Vãobora", "Xica da Silva", "Bixo do Mato", "A Banda do Zé Pretinho", dentre tantos outros, estarão para sempre nos ouvidos, passando de geração para geração.
Mais recentemente, com a mudança do nome para Jorge Ben Jor, foi redescoberto pela juventude com "W Brasil" e "Santa Clara Clareou", tocando como poucas vezes nas rádios de todo o país, participando, inclusive, de uma edição do festival Hollywood Rock, com nomes consagrados da música mundial.
Como diria o próprio, em "Jorge da Capadócia": "Salve Jorge!"
Trio Mocotó - Samba Rock

Conhecia o Trio Mocotó apenas por ter sido a banda do Jorge Ben no início de carreira e por ter visto uma apresentação deles no extinto Musikaos da TV Cultura (aquele programa espetacular que era apresentado pelo Gastão Moreira). Que os caras mandam um samba rock de primeira eu já sabia, pois para segurar a cozinha pra ninguém menos que Jorge Ben não podem ser pouca coisa. Mas, na verdade, nunca havia parado pra escutar um trabalho dos caras. Fui na web e achei esse disco, Samba Rock (nem sei se a capa é essa aí de cima mesmo, foi a que encontrei na web) e fiquei impressionado com o som: o mais puro samba rock. Simplesmente sensacional!
Alguns clássico em roupagem samba rock como "Águas de Março" e "A Tonga da Mironga do Kabuletê", e composições de fazer qualquer um pular da cadeira e balançar o esqueleto. Nereu, pandeirista e vocalista do grupo, dá o toque "figuraça" ao trio. Todo cheio de estilo e malandragem, ele cativa e conquista o ouvinte, mesmo sem nunca ter sido visto. Simpatia a primeira ouvida.
O maior destaque do disco é a faixa "Os Orixás", numa levada samba rock com pegada afro de fazer arrepiar, saudando os orixás, pedindo proteção e mostrando fé e esperança num mundo melhor ( e o refrão "Oiá, ôô Xangô, oiá ôô Xangô"). Linda demais!
Samba Rock é o disco para ser tocado naquelas festas em que ninguém levanta pra dançar. Com certeza todo mundo vai pular da cadeira e balançar o esqueleto.
Salve salve os MP3 Players.

Há algum tempo os MP3 players vêm sendo comercializados, mas, atualmente, devido a queda nos preços por causa da grande procura, e mesmo a questão da internet e os "baixadores" de músicas, virou uma febre entre os amantes da música, seja ela de qual estilo for. Assim como os aparelhos de som dos carros, os MP3 players tornaram-se item obrigatório nas bolsas e mochilas de quase todo "musicólatra".
Já ouvi por aí dizerem que estes players são um mal para a sociedade. Dizem que afastam as pessoas, que tendem a fecharem, ainda mais em seu prórpio mundo, enquanto ouvem suas músicas, seja no ônibus, nas ruas, etc. Especialistas alegam que pode fazer mal, causar surdez ou diminuição da capacidade de audição. A verdade é que os MP3 players são uma mão na roda. Encarar aquele coletivo lotado no fim do de um estressante dia de trabalho é dureza. Só mesmo um player para distrair e quebrar a tensão. Além de evitar que escutemos aqueles passageiros mal educados e sem qualquer "desconfiômetro" que, além de falarem alto e incomodarem os outros, comentam sobre assuntos bizarros e esdrúxulos que mal mal interessam a outras pessoas. Nessas horas os players de MP3 são um santo remédio.
Podem falar o que quizerem, mas meu MP3 player é insubstituível (meu não, da minha esposa, mas uso de gaiato). Nada como poder escutar aquela sonzêra a hora que bem entendermos, aqui, ali ou em qualquer lugar.
Novos Baianos - Acabou Chorare

Não conhecia o som dos Novos Baianos, até ler um especial da revista Superinteressante sobre a história do rock nacional. Um capítulo daquela revista me chamou a atenção: falava dos Novos Baianos, da miscelânia musical que faziam, do estilo de vida hippie que o grupo levava e do clássico disco "Acabou Chorare". É claro que Moraes, Pepeu e Baby Consuelo dispensam qualquer tipo de apresentação. Pepeu é exímio guitarrista, um dos melhores do Brasil, quiçá do mundo; Baby é cantora de primeira, apesar do "lapso" de identidade sofrido (a mudança do nome, a questão religiosa, etc); e Moraes é um dos grandes talentos da MPB de todos os tempos. Juntos com Paulinho Boca de Cantor e Galvão, além do apoio "elétrico" do grupo A Cor do Som, formavam os Novos Baianos. Rock, samba, chorinho, frevo, MPB, tudo numa só mistura. Espetacular!
Fiquei curioso e comprei o CD. De cara me apaixonei pelo som, até então nunca ousado por ninguém por essas terras (e em qualquer lugar do mundo). "Brasil Pandeiro" abre o disco de maneira estrondosa. Que samba de primeira! Que letra! Que melodia! Na sequência "Preta Pretinha", clássico da MPB no voz de Moraes. "Tinindo Trincando" é a primeira cantada por Baby no disco, que ainda mostra seus dotes vocais em "A Menina Dança". "Um Bilhete pra Didi" apresenta o virtuosismo de Pepeu na guitarra, indo do rock ao frevo numa facilidade incrível. "Swing de Campo Grande" e "Mistério do Planeta", na voz de Paulinho Boca de Cantor", nos faz lembrar Caetano. "Besta é tu" vem num rítmo alucinante. "Acabou Chorare", que dá nome ao disco, é lenta, de letra e melodia marcantes, resultado das parcerias entre o grupo e João Gilberto ("padrinho" e fã dos Novos Baianos).
É realmente um disco nota 10. Me arrisco e vou mais além: é, na minha modesta opinião, o melhor disco de MPB de todos os tempos. Um disco inovador e surpreendente. Para os que não conhecem, tarefa de casa obrigatória.
Uma época que se foi, mas não deixou de existir.

Os anos 80 se foram há quase duas décadas, mas parece que foram ontem ou, mesmo, que nunca deixaram de existir. Sim. As vezes me sinto como se estivesse vivendo, ainda, naqueles bons e felizes anos "revolucionários".
Os anos 80 começaram, para nós, falando musicalmente (que é o objetivo maior desse canal) no final da década de 70 e início da de 80, quando surgiram as bandas New Wave ou Pós-Punk. Órfãs do punk que acrescentaram um "quê" (um "quezão", diga-se de passagem) de pop em sua sonoridade, bandas como The Police, B52's, Blondie, Talking Heads, Pretenders, Devo e Culture Club serviram de influência para que, no Brasil, um bando de garotos e garotas colocassem a mão na massa (nos instrumentos, melhor dizendo) e revolucionassem o rock até então feito no país.
O eixo Rio-São Paulo foi onde tudo começou. Nestes dois estados concentravam-se grande parte das bandas que surgiam. A Blitz, os Paralamas do Sucesso e o Barão Vermelho no Rio, e os Titãs e o Ira! em São Paulo, só para citar alguns. Foi como uma avalanche. Grupos e mais grupos surgiam a todo momento em tdo o país, apesar do eixo Rio-São Paulo. Os Engenheiros do Hawaii, o Nenhum de Nós e os Replicantes no Rio Grande do Sul, a Legião Urbana, a Plebe Rude e o Capital Inicial em Brasília, etc.
Em 1986 o Rock in Rio veio coroar, definitivamente, essa nova geração de músicos, apesar de excluir por motivos bairristas as bandas de São Paulo. Os Paralamas, o Barão e o Kid Abelha tocaram, pela primeira vez, para um público de mais de 200 mil pessoas. Feito inédito para o rock nacional até então. No Rio, o Circo Voador era o point daquela moçada que fazia rock, tornando-se um marco para aquela geração.
Hoje, muitas bandas daquela época continuam na ativa, como os Paralamas, Barão, Kid Abelha, Titãs, Ira!... Outras foram e voltaram: Capital Inicial, Ultraje a Rigor, Blitz e RPM. O que prova, como disse no começo desse post, que os anos 80 estão aí. Continuam entre nós. E tomara que continuem por muitos e longos anos, pois o rock brasileiro há muito não faz nada de bom, salvo alguns bons nomes como Los Hermanos e Skank. Então, onga vida aos anos 80!!!!!!
A mulher e a música.

A relação entre a mulher e a música é complexa. Assim como em todos os setores da sociedade, também na música ela teve de lutar para superar preconceitos, romper paradigmas e conseguir seu lugar ao sol (ou seria à sombra?). Desde os primórdios a música foi dominada pelos homens (como em tudo) mas artistas como Billy Holiday entre as décadas de 50 e 60 começaram a derrubar a barreira masculina que impedia a penetração feminina no meio. Outras vieram na sequência e tornaram-se referência no que faziam, como Eta James e Aretha Franklyn, por exemplo. Outras foram além do permitido, usando tanto do talento, quanto dos excessos, como Janis Joplin. Mas todas escreveram seus nomes na história da música, sendo lembradas e veneradas até hoje.
No Brasil, desde Cely Campelo, pioneira do rock nacional, passando por Wanderléia (rainha da Jovem Guarda), Nara Leão (Bossa Nova), Gal Costa (Tropicalismo), Rita Lee (Rock n' Roll), Elis Regina e Clara Nunes (MPB setentista), até a saudosa Cássia Eller, elas não deixaram por menos e cravaram a unhadas e puxões de cabelos seus nomes nas páginas da música nacional. Paula Toller a frente do Kid Abelha desde a revolução do rock brazuca nos anos 80, Marisa Monte e sua sutil MPB, Baby Consuêlo (agora Baby do Brasil) desde os Novos Baianos e outras tantas, até nomes recentes como Maria Rita (a Elis de novo), Zélia Duncan e Céu.
Todas merecem ser lembradas, aplaudidas e ovacionadas nesse 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Que elas estejam sempre, e cada vez mais, ocupando seus espaços, não só na música, mas em todos os setores. Que sua sensibilidade possa estar presente neste mundo tão frio e cruel em que vivemos, fazendo com que a Terra se torne um lugar melhor de se viver. Viva as mulheres! Que todos os dias sejam o dia delas.
Porque será que ninguém lê?

Venho através de mais um insistente post, protestar, reclamar ou sei lá o quê... Porque será que ninguém lê meu blog? Ou será que lêem mas não comentam? PQP!!!!!! Não consigo entender. Falo de um assunto que, tenho a absoluta certeza, mais um bilhão de pessoas, no mínimo, veneram em todo mundo. A música. Aliás, a boa música.
Desde o princípio, lá pelos idos de novembro do ano passado, quando resolvi criar esse blog, pensava que minhas idéias e pensamentos iriam ser lidos e comentados por trocentas pessoas todos os dias. Mas não. Parece que ninguém passa por aqui. Ou se passam, mal olham o que há. Outros, quase sempre amigos ou colegas, elogiam o material ou, mesmo, a iniciativa de fazê-lo. Mas comentários, no blog, quase não vejo. Mais uma vez PQP!!!!!!!
Leio quase que diariamente os blogs do Marcelo Tas, da Soninha Francine, da Lucy in the Sky, que são blogs legais, comentados por muitos e fico pensando qual será o problema: será o assunto? Não é possível! Será a escrita? Pôrra! Não escrevo assim tão mal, apesar de não ser um redator nato. Mais uma vez PQP!!!!!!
Peço, então, a você leitor, que quando passar por aqui (ou por qualquer outro blog) que comente o post quando gostar. Ou mesmo quando não compartilhar das idéias expostas. Estamos na web, vivendo globalizadamente para isso, compartilhar informações, expressar idéias, concordar ou não. Tanto faz. Estou cada vez mais sedento disso. De saber o que se passa aí dou outro lado.
Feito meu protesto, aguardo retorno de vocês aqui mesmo nesse canal.
COMENTEM JÁ!!!!!!!!!!!!!!!